The Creative Economy in Rio

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Check out original content of the interview with Rios de Historia, the most sucessful company in the historical tourism business in Rio and one of the protagonists of the Imagination section of the latest issue of Economia Rio.

 

Economia Rio: How do you see the Creative Economy in the city and the state of Rio de Janeiro? Do you think that Rio is now becoming an important hub of Creative Economy? This is already an important part of the economy?

Priscilla (director of Rios de Historia): I think Rio has a huge potential, I think Rio is already creative, but most of the times people  do not know what that means or how to get there. It was my case. I just came to find out that I was creative after I entered the Rio Creative incubator. I felt it was so normal, so obvious what I was doing, I saw no creativity in that. I saw a business opportunity. Point. Now, that cultural tourism would be a branch of Creative Economy and I would have millions of foundations of technology that I could work with, create new business models, … I never realized that. Only after … So I think it’s hard for people to understand. I think we’re having a generation gap that hinders some people realize they are creative and realize they can make money, that thet can have a big impact  in the economy.

Economia Rio: So you would say that a major difficulty is to understand and transform an ideia into a business?

Priscilla: It is. It is. For example … The other day I was laughing because I was in a lecture and the guy started talking about his resumate, saying that he sold natural sandwich on the beach. He was very shy, but had a lot of ideas tha he didn’t put into practice, because he doesn’t see himself as part of a creative economy. But he is.

Economia Rio: And how the environment of the Rio Creative incubator worked for you?

Priscilla: The great legacy was our creative network, coworking. My Facebook was nothing and now I have a fanpage with eleven thousand likes. Why? Because I asked the advice of the Digital Martinique, one of the other companies in the encubator. And that happened just because I heard them talking and I thought: “Oh, I’ll start doing that too”. In the other hand, sometimes we were exchanging an idea and I said to them “why don’t you do this an that?” “Yeah, Priscilla, let’s do it”. So, it worked for them too. In my case, I did not see the importance of digital marketing. I thougt marketing was just getting a press office. That’s a very traditional aproach. So, the encubator was very important for Rios de História. It changed the way we saw the business and took us to another level.

 

A força da economia criativa no Rio

 

Confira conteúdo inédito da entrevista com a empresa Rios de História, sucesso na área de turismo histórico e uma das protagonistas da seção Imaginação do último número de Economia Rio.

Economia Rio: Como você vê esse panorama, esse cenário da Economia Criativa na cidade e no Estado? Você acha que o Rio está se tornando já um polo importante de Economia Criativa? Isso já é uma parte importante da economia? Ainda não? Tem tudo para se tornar? Tem um potencial de crescimento? Como você vê esse panorama e suas perspectivas?

Priscila (diretora da Rios de História): Então, eu acho que o Rio tem potencial é enorme, eu acho que o Rio já é criativo, mas eu acho que quem faz essa Economia Criativa muitas vezes não sabe que é criativo. É o meu caso. Eu só vim descobrir que eu era criativa depois que eu entrei na incubadora Rio Criativo. Eu achava tão normal, tão óbvio o que eu estava fazendo, eu não via criatividade nenhuma naquilo. Eu via uma oportunidade de negócio. Ponto. Agora, que turismo cultural seria um ramo da Economia Criativa e que eu teria milhões de alicerces de tecnologia que eu poderia casar ou então de perfil de cliente, modelo de negócio, que seria de forma diferenciada… Realmente nunca tinha percebido isso. Só depois… E eu acho até por conta de ter muitos, dentro da Economia Criativa, ter muitos termos em inglês. A tradicional “vaquinha” virou crowdfunding ne? Sabe? São umas coisas, assim, que eu acho que afasta o senso comum dessa ciência de tipo “eu sou criativo, eu faço economia criativa”. E eu sentia isso. Então eu acho que o Rio, sim, já é uma potencia da Economia Criativa, só que eu acho que, como Economia Criativa, ainda está muito inicial. Ainda acho um grupo muito fechado por não ter uma formalização dessa economia. Então eu acho que é difícil as pessoas captarem. Eu mesmo passei isso na pele, por isso que eu estou colocando, que está atravancando maior desenvolvimento dessa Economia Criativa. É por que, aquilo, pelo menos a nossa geração foi educada de “você tem que se formar, você tem que estudar, você tem que ter um emprego normal…”. Minha família olhou para mim: mas porque você não fez um concurso público para ter uma estabilidade? Entendeu? Então essa coisa fora do formal, pelo menos nesse momento, eu acho que a gente está tendo um conflito de gerações, que dificulta um pouco as pessoas se perceberem criativos e perceberem que estão ganhando dinheiro e estão fazendo um diferencial na economia nesse momento.

Economia Rio: Então você diria que um gargalo importante nessa tua visão é essa… É essa formalização? Quer dizer, é essa conexão entre a pessoa que é criativa, que tem potencial de gerar uma economia, de gerar negócio, de ter uma ideia criativa, de entender aquilo e transformar aquilo num negócio?

Priscila: É. É. E até a sua bagagem. Por exemplo… Outro dia eu morri de rir por que eu estava numa palestra de Economia Criativa e a pessoa se apresentou assim: comecei minha vida profissional vendendo lanchinho na barraquinha da festa junina do condomínio… Cadê aquele currículo formal? Eu sou formado ta, ta, ta… Então, jamais… Se eu falasse para a minha mãe: “mãe, fui numa palestra em que o cara começou a falar do currículo dele, falando que ele vendia sanduíche natural na praia…”. Minha mãe vai rir… Minha filha, você está em lugar de maluco. Vai ne? Então, são algumas coisas que eu acho que ainda dificultam. Só depois que eu passei a conviver nesse meio é que eu mudei o meu discurso. Me entendi criativa e passei a me apresentar assim. E é engraçado que quando eu converso com pessoas que não são do meio criativo, elas me acham tipo “como você sabe tudo isso?”…

Economia Rio: E, assim, puxando um pouco do que você estava falando… Eu acho que o ambiente de trabalho no Rio Criativo, de seis incubados, deve ter ajudado bastante porque você conhece pessoas que estão na mesma realidade, em projetos diferentes, mas vivendo a mesma realidade.

Priscila: O grande legado do Rio Criativo foi o nosso network, foi o nosso trabalho de cowork. Apesar de a gente ter preferido hoje não estar na sede depois da nossa graduação por conta de planos futuros para o crescimento da empresa, o grande legado do Rio Criativo foi o contato. Meu Facebook era nada. Meu Facebook era um perfil, não era um fanpage, com 1500 amigos. Hoje eu tenho uma fanpage com onze mil curtidas. Por que eu pedi a consultoria da Martinica Digital, que era a empresa que estava do meu lado? Não. Por que eu ouvi eles falando… Ah, vou começar a fazer isso também. E deu certo. Gente, aconteceu isso. Deu certo. É contato. Da mesma forma de que, quando eles queria alimentar o conteúdo de alguma empresa… Às vezes a gente estava trocando uma ideia e eu falava “porque vocês não fazem isso?”… É, Priscila, vamos fazer… E era um contato que eu não tinha, eu não via a importância desse marketing digital. Eu acho que marketing era: vou arrumar uma assessoria de imprensa, vou botar publicação no jornal… Tá lindo. Aquela coisa bem tradicional. Então foi muito legal. Acho que a incubadora fez a cabeça assim. Fez assim. E, tipo, as ideias que são malucas para mim são possíveis.

 

 

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