Rio Capital da Energia apresenta dados de consumo e oferta de energia no RJ

facebook twitter
02

O Rio de Janeiro fechou o ano de 2013 com capacidade instalada de geração elétrica de 10,4 gigawatts. O estado também registrou reservas provadas de 12,4 bilhões de barris de petróleo, o representa cerca de 80% das reservas de todo o país. A produção média diária foi de 1,5 milhão de barris de óleo, 72% do total naci

Os números são do Balanço Energético do Estado do Rio de Janeiro 2013, apresentado nesta segunda-feira (10/11) durante o seminário “Balanço Energético e Matriz Energética do Estado do Rio de Janeiro”, promovido pelo programa Rio Capital da Energia, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio (Sedeis), a Petrobras e o Instituto de Energia da PUC-Rio.

De acordo com o balanço, o consumo de gás natural para geração de energia elétrica no estado cresceu 24% entre 2012 e 2013. As reservas do Rio de Janeiro atingiram 257,2 trilhões de metros cúbicos, o que equivale a 56% das reservas provadas do Brasil. A produção média diária foi de 27,4 milhões de metros cúbicos do energético, o que representa 35% da produção total.

O consumo energético no estado foi de cerca de 19 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (TEP) em 2013, volume pouco inferior ao registrado em 2012. “A redução se deve à queda no consumo de energia elétrica pelo setor energético e à nova metodologia de cálculo de consumo adotada pela Petrobras”, afirma o colaborador do Instituto de Energia da PUC-Rio Sávio Bueno.

O seminário também apresentou o estudo Matriz Energética 2012-2024 do Estado do Rio de Janeiro. Os documentos foram elaborados pelo Instituto de Energia da PUC-Rio (Iepuc), sob encomenda da Sedeis, e com apoio da UTE Leonel Brizola, da Petrobras. “O objetivo é dar ao estado uma ferramenta de planejamento energético, para que possa projetar o seu consumo e se preparar diante da oferta”, afirma Helena Coelho, colaboradora do Instituto de Energia da PUC-Rio.

O levantamento aponta que o consumo de energia do Rio terá crescimento médio de 3,9% ao ano entre 2012 e 2016 e de 4,8% ao ano entre 2017 e 2024, no cenário moderado. De acordo com a colaboradora, o aumento se deve em parte aos grandes eventos, como a Copa e as Olimpíadas. “Os eventos impactam não só no consumo de energia, mas também no movimento econômico do estado, que afeta vários setores, como o de infraestrutura, serviços, alimentos e construção civil”, afirma Helena.

Empreendimentos do setor energético que estão em construção, como Comperj, a usina nuclear de Angra 3, o Porto do Açu e a revitalização da indústria naval também influenciam a perspectiva. Crescimento demográfico, o número de domicílios e aumento de habitantes por residências também contribuem para essa projeção.

De acordo com a coordenadora do Programa Rio Capital da Energia, Maria Paula Martins, o estudo Matriz Energética 2012-2014 é fundamental para o planejamento do desenvolvimento do estado. “O balanço energético faz um levantamento consolidado de oferta e demanda de cada fonte de energia, de cada setor e em cada área do Rio. Com isso, conseguimos identificar de forma sistematizada onde podemos desenvolver regiões, e onde já estamos com a rede saturada, dependendo da oferta de energia”.

Maria Paula destaca que o estudo é uma ferramenta poderosa para atração de empresas e fundamental para traçar estratégias de ação para o desenvolvimento regional equânime. “Esse mapeamento mostra o que precisamos trabalhar e como podemos estimular a entrada de novos entes de mercado. Nos cabe agora avaliar, com as metas do novo governo, o que vamos priorizar”.

Segundo a subsecretária de Estado de Comércio e Serviços do Rio de Janeiro, Dulce Ângela Procópio, os dados serão analisados pela Sedeis para atender questões relacionadas ao crescimento do Rio, atração de empresas e oferta de energia. “A quantidade de empresas que nos procura é enorme. Sem planejamento, não conseguimos atingir nosso objetivo, que é garantir o crescimento econômico equilibrado e sustentável de nosso estado”, disse.

 

10 de Novembro, 2014

Isabel Correia- Economia Rio

Related Articles

Leave a Reply